Empresárias investem na produção de chocolate com matéria-prima regional

Publicado em: 29/03/2016 às 21:32
Tempo de leitura: 2 minutos

“A própria Agência de Inovação Tecnológica aqui da UFPA identificou no projeto uma oportunidade e uma indicação que a nossa proposta realmente tinha potencial para se tornar uma empresa”, conta Luciana.

A empresa, totalmente inspirada nas riquezas amazônicas, é um embrião da incubadora de base tecnológica da UFPA que funciona no campus de Belém e permanecerá no espaço até ter condições de se manter sozinha no mercado.

O diferencial dos produtos está na qualidade das amêndoas, principalmente a do cacau. Antes de chegar a Belém, a produção que vem da ilha do Combu, Medicilândia e Tomé-Açú, passa por um processo bem mais criterioso que o convencional. “Os frutos foram colhidos apenas maduros e a quebra dos frutos foi realizada toda ao mesmo tempo para não ter nenhuma fermentação inicial. Ele vai ser um cacau muito mais suave”, complementa.

A capacitação para que os produtores consigam oferecer esse tipo de amêndoa é garantida pelas próprias empresárias. Funciona como uma troca sustentável: elas recebem o cacau e o cupuaçu de maior qualidade, mas antes oferecem o conhecimento necessário para que os produtores agreguem mais valor ao produto. E é com esse compromisso entre ambas as partes que as amêndoas chegam até a pequena fábrica.

Antes de virar chocolate, o “cupulate” passa por um longo processo. Primeiro, a matéria-prima é torrada, em seguida, moída para a separação total da amêndoa de sua casca. Depois, o cacau vai para a concha, onde serão acrescentados os outros ingredientes para a produção do chocolate.

A manteiga utilizada no processo é extraída do próprio cacau em outra máquina. A penúltima etapa é feita em um equipamento responsável por estabilizar a temperatura da massa, para que ela não derreta com facilidade. Depois, é só colocar nas formas que vão para a geladeira. Assim que endurece, o processo de fabricação está finalizado.

Depois de embalados, os chocolates estão prontos para serem comercializados. Todo o apoio estratégico para a a definição da logomarca, tipos de embalagem e distribuição dos produtos veio da própria universidade.

Atualmente, as empresárias têm uma lojinha no campus da UFPA e contam ainda com o apoio de 12 pontos de vendas e um site com loja virtual. A meta das jovens é audaciosa: expandir os negócios, inclusive para o exterior. Em breve, elas querem conquistar os paladares pelo mundo todo com os sabores amazônicos.

“A gente quer levar o nosso cacau, que é um cacau diferente, e não só ele, mas outros ingredientes que a gente tem aqui na região amazônica, que são únicos e têm características particulares”, declara Camila a respeito dos planos para o futuro.

Fonte: G1 

Leia também